quinta-feira, 26 de maio de 2011

Como estimular o cão a comer

Há várias dicas para aumentar o interesse pelas refeições quando o cão reluta em comer
A maioria dos cães adora comer - parece estar sempre com fome. O estado de apetite permanente é considerado uma característica normal da espécie canina. Durante a sua evolução, nem sempre havia alimentos disponíveis. Era preciso comer cada vez que aparecia uma chance, e o cão devia estar sempre disposto a se alimentar.
Mas não é incomum ver proprietários implorar para que seus cães comam. Misturam caldos e petiscos à ração, variam nas marcas tentando encontrar algo que aguce mais o apetite e dão até comida com a mão. Curiosidade: certa vez vi um funcionário de hotel para cães dizer a dois Dogues Alemães palavras como “macarroni” e “mussarela”, com sotaque peculiar italiano. Ele me explicou que, para comerem, precisava conversar com os Dogues, conforme instruções que recebera por carta dos donos dos cães, um casal de italianos. Como os Dogues não estavam comendo, o funcionário decidiu falar com os cães na língua dos proprietários deles. Morri de dar risada!
(fonte: Alexandre Rossi)
Quando a falta de apetite não é causada por problema fisiológico nem doença, pode-se estimular os cães a comer com o uso de diversas técnicas comportamentais.
Efeito “outros cães”
Quem tem mais de um cão em casa e quer estimular o apetite deles pode colocar os pratos com alimento próximos um do outro. Como animal competitivo que o cão é, quando percebe outros cães interessados na comida dele, passa a ingeri-la para evitar que a roubem. Esse comportamento é instintivo, herdado dos ancestrais que, se não comessem ou comessem devagar, ficariam em desvantagem.
Abrir o apetite
Um pequeno mal-estar, causado talvez por uma leve gastrite, pode deixar o cão indisposto para começar a comer. Ele olha para a refeição sem ânimo ou até com sinais de não estar passando bem (virar a cabeça, contrair o abdômen). O truque é você dar a ele alguns grãozinhos de ração ou um petisco, longe do prato de comida, para ver se ele melhora e se interessa pelo prato de ração. Quando o cão é adestrado, há, ainda, a possibilidade de praticar alguns comandos com ele e recompensá-lo com um pouquinho de ração ou com petisco em cada acerto, para abrir o apetite.
Menor quantidade
Antigamente era comum alimentar os cães adultos apenas uma vez por dia. Hoje se sabe que o ideal é eles comerem pelo menos duas vezes por dia, para evitar alguns problemas de saúde como gastrite e complicações, como torção gástrica.
Há cães que sentem mais apetite numa determinada hora do dia ou que se alimentam compulsivamente em determinadas situações de estresse. Esses, com freqüência, recusam alimento durante o resto do dia. Tanto que uma parte dos cães com ração à disposição o tempo todo alimenta-se só uma vez por dia.
Quando o cão não come uma das refeições, os donos ficam aflitos e sempre compensam colocando mais ração na refeição de maior interesse dele. O problema é que o excesso de alimento numa refeição reduz o apetite na próxima. Por isso, recomenda-se fazer o oposto nesse caso: diminuir um pouco a quantidade de comida oferecida a cada vez, para o cão comer sempre com apetite.
Há cães que só se alimentam quando os proprietários chegam em casa. Nesse caso, diminui-se a quantidade de comida oferecida na refeição em que estão mais estimulados, para também comerem bem na outra.
Reforçar o ato de comer
Muitas pessoas não sabem, mas treinam seus cães para recusar alimento. Esse comportamento é reforçado quando o cão percebe que, se não comer, o dono fica e conversa mais com ele, e até lhe dá comida na boca. Se for um cão carente, o comportamento será ainda mais influenciado. O grande problema, nessa situação, é que, na ausência do dono, o cão fica sem se alimentar e pode até passar fome. E, se sofrer de ansiedade de separação, as conseqüências tenderão a ser mais evidentes. O melhor é tentar corrigir o hábito pouco a pouco, sem jamais deixar faltar comida ao cão por muito tempo. Para tanto, há um conjunto de iniciativas que podem ser adotadas: oferecer ração mais saborosa, diminuir um pouco a quantidade servida para aumentar o apetite e evitar falar com o cão se ele não estiver comendo a refeição servida. Ou, então, ignorá-lo se ele não der atenção à refeição e elogiá-lo enquanto se alimenta.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Vacinação - Cães

Quadro de vacinação em Cães
  60 dias de idade Vacina Octupla - 1ª dose
  90 dias de idade  Vacina Octupla - 2ª dose
  120 dias de idade Vacina Octupla - 3ª dose
1 semana após a aplicação da 3ª dose da Octupla  Vacina Anti-Rábica
OBS: O reforço das vacinas octopla e Anti-rábica deve ser anual.
Veja a seguir as doeças, que são evitadas com a vacinação, e os seus sintomas. Ao menor sinal leve o seu cão a um Médico veterinário, somente ele é capaz de avaliar, diagnosticar e tratar uma doença.
CINOMOSE: Enfermidade infectocontagiosa aguda, sub-aguda ou crônica; febril, particular da família canina entre os animais domésticos. Somente o cão. Sua transmissão se dá por vias respiratórias e digestivas. Na fase aguda o vírus é eliminado intensamente e em abundância pela secreção ocular, urina e fezes.
Manifestação: 
  • 1º. fase - digestiva: em que o animal apresenta vômitos, diarréia, mucosa sanguinolenta, anorexia, temperatura acima de 40ºC.
  • 2º. fase - respiratória: Broncopneumonia intensa, secreções mucosas e senomucosas, que depois passam para purulentas, geralmente por infecções secundárias.
  • 3º. fase - nervosa: Nesta fase aparecem alterações mioclonais ( tic nervoso ), podendo encontrar as três fases ou apenas uma delas. A mais perigosa é a nervosa. Toda vez que suspeitar de cinomose ou leptospirose, a temperatura deverá estar acima de 40 ºC.
    HEPATITE: Enfermidade infectocontagiosa aguda, causada por vírus resistente ao éter, álcool, clorofórmio e sensível ao formol e calor. Período de encubação: 4 a 9 dias.
    Manifestação:
    • Animais jovens: morte súbita sem nenhum sinal clínico.
    • Primeiro sinal: hipertemia passageira de 24 a 48 horas, temperatura de 40º a 40,5º, caindo logo após; apresenta sede intensa, anorexia, congestão das amígdalas, congestão das mucosas e da faringe, congestão conjuntival (pálpebras vermelhas), congestão da conjutiva nasal e bucal, fotofobia, hemorragias bucais, esquimoses na pele ( pinta ou pontos vermelhos). Principalmente na frente (abdômen) e faces internas da coxa e mucosa peniana, dispinéia (dificuldade respiratória) por edema pulmonar (pulmão cheio de líquidos), animais adotam posição de sentar, para aliviar a pressão.
    • LEPTOSPIROSE: Doença infecciosa grave que atinge os homens e os animais, sendo causada por uma bactéria a Leptospira sp presente na urina dos ratos e camundongos. A contaminação se da quando o animal, ou o indivíduo entra em contato com água ou lama que contenha a Leptospira. Esta penetra no organismo através de ferimentos na pele ou mesmo na pele integra quando num contato mais prolongado e também pelas mucosas (boca - nariz - olhos - órgãos genitais ).
      Manifestação:
    • Vômitos e diarréia as vezes com sangue, urina com sangue, icterícia.
      PARAINFLUENZA: Tosse persistente, e as vezes associado a pneumonia. Esta doença é chamada tosse de canis.
      PARVOVIROSE: Doença de cães seria e altamente contagiosa, e a infecção se dá pelo Parvovirus Canino que tem um curto período de incubação.
      Manifestação:
    • Os sintomas mais comuns são de morte súbita quando tivermos o modo cardíaco, com depressão e disfunções respiratórias. Vômitos, diarréias e desidratações são os sintomas do modo gastroentestinal que tem como sinal principal fezes sanguinolentas.
      CORONAVIROSE: Doença viral, com um quadro semelhante à Parvovirose.
      RAIVA: Doença infecto contagiosa aguda e fatal, caracterizada por sinais nervosos, apresentados por agressividade e por semi-paralisia ou paralisia. Tempo de encubação: pode aparecer de 10 a 90 dias.
    • (Fonte: Dr Andre de Almeida Prazeres Gonçalves - São Paulo)

Fatos, Mentiras e Verdades sobre vacinação canina

VERDADE Quanto mais alta for a concentração de anticorpos contra doenças infecciosas na mãe, maior será a proteção que ela passará para seus filhotes. A revacinação causa um aumento na produção de anticorpos maternos.
1. Em filhotes pequenos, 95% de sua imunização é obtida através do consumo do colostro, que é o primeiro leite produzido pela mães durante um tempo curto logo após o nascimento.
VERDADE Se a mãe é imunizada contra as principais doenças infecciosas caninas, seus filhotes também irão se proteger por 6 a 16 semanas após o nascimento se eles consumirem o colostro logo após o nascimento.
2. Fêmeas revacinadas antes da cobertura passam mais anticorpos para seus filhotes pelo colostro do que as fêmeas não vacinadas.
3. Enquanto estão presentes, os anticorpos recebidos da mãe não vão interferir com a vacinação permanente dos filhotes.
FALSO : Os anticorpos recebidos da mãe vão interferir na produção de anticorpos produzidos pelos filhotes por algumas semanas após o nascimento.
4. A via de administração (usualmente intramuscular ou subcutânea) não tem efeito no nível de proteção produzido em cães com idade para serem vacinados.
FALSO : O efeito da via de administração na resposta vacinal depende da vacina que é aplicada. Por exemplo, a vacina anti-rábica é mais efetiva se for administrada pela via intramuscular do que a via subcutânea. Com a vacina contra Cinomose, ambas as vias são igualmente efetivas.

VERDADE Pesquisas recentes em ninhadas separadas por sexo, idade e peso, demostraram níveis significativamente maiores de anticorpos em filhotes que não ficaram expostos ao frio durante o tempo de formação de anticorpos após a vacinação.
5. Cães idosos(mais de sete anos de idade) podem ter uma diminuição na habilidade de produzir anticorpos após vacinação, então devem ser revacinados anualmente.
VERDADE Cães idosos não produzem anticorpos vacinais tão bem como cães mais jovens. A duração da proteção com uma vacinação única será mais curta em animais idosos. A revacinação anual impede que os níveis de anticorpos de proteção diminuam deixando o animal exposto a doenças.
6. A vacinação de animais que já estão doentes, irá prevenir a progressão da doença.
FALSO : A vacinação de animais doentes não irá prevenir a progressão da mesma, pois os anticorpos vacinais demoram vários dias até atingirem níveis de proteção que impeçam a progressão da doença. 7 dias a duas semanas são necessários para que o organismo produza quantidades suficientes de anticorpos para proteger os animais contra as doenças. Os anticorpos devem estar presentes antes da exposição do paciente ao agente causador da doença.
7. Filhotes vacinados devem ser protegidos do frio, pois a friagem reduz a quantidade de anticorpos produzidos após a vacinação.
8. Cães não devem ser vacinados contra Cinomose, Hepatite, Leptospirose, Parainfluenza e Parvovirose, pois eles irão adquirir naturalmente imunidade.
FALSO : Todas as doenças citadas acima podem ser fatais. Quando o animal se recupera de uma desta doenças, o seu organismo pode realmente ficar imune a esta doença, mas as lesões nos orgãos e sistemas pode ser tão severas que podem predispor o animal a ter inúmeras outras doenças.( Dr Israel M. Bleich - e-mail.: info@cepav.com.br_)

Como cortar a unha de um Cão

Unhas bem cortadas são de fundamental importância no acabamento do trimming de um cão, podendo muitas vezes melhorar a aprarência de um pé cujos dedos não sejam muito bem arqueados.
Independente disto, dá um aspecto mais limpo e possibilita melhor movimentação do animal (unhas muito grandes podem prejudicar o movimento e até causar algum defeito no caso de cães em fase de crescimento).
Veja na figura abaixo onde deve ser realizado o corte da unha. A área pontilhada embaixo da unha é tecido vivo com sangue e nervos e é chamada de sabugo, ou leito da unha. Corte diagonalmente na unha somente alguns poucos milímitros. Em caso de dúvida, peça a seu veterinário para fazer isto por você.


domingo, 22 de maio de 2011

Cio: a época do namoro dos cães

O que é cio?

Consideramos que uma cadela está na puberdade quando ela tem seu primeiro cio. Ele ocorre entre 7 a 10 meses de idade, na maioria das raças.


O cio é a época de "namoro" da fêmea, pois fora desse período ela não aceita a cobertura do macho. Diferentes das fêmeas, os machos não apresentam cio e podem acasalar em qualquer época.

Os machos podem detectar o odor das fêmeas no cio a uma grande distância. Um ferormônio é eliminado junto com a urina das cadelas nessa fase, e é ele que atrai os machos.

Como identificar o cio:

A região genital externa das cadelas (vulva) começa a inchar e observa-se um sangramento de leve a moderado. Chamamos de primeiro dia do cio, o dia em que se observa o início do sangramento.
Duração do cio:
Em média, o cio das cadelas dura de 15 a 16 dias.

Frequência do cio:
O cio das cadelas manifesta-se a cada 6 meses, normalmente. Mas há cadelas cuja frequência varia a cada 5 ou 7 meses, o importante é que o intervalo seja constante.


Períodos do cio:

Na primeira metade do cio, observa-se um sangramento leve que diminui ou desaparece totalmente em torno do 7o. ou 8. dia. Nesse período, a cadela deixa-se cheirar pelo macho, mas não aceita que ele monte sobre ela. Na segunda metade do cio, apenas o sangramento é evidente, embora muitas cadelas ainda possam sangrar. Nessa fase, as cadelas permitem a monta e o acasalamento com o macho. O final do cio é notado pela diminuição evidente da região genital e quando a fêmea passa a rejeitar o macho.

Como evitar que a fêmea fique prenha: não permitir que ela tenha contato com machos do 7o. ao 15o. dia (ou final) do cio. A castração é uma excelente opção para quem não quer que seu animal tenha crias. Uma vez castrada, a fêmea não terá o inconveniente do cio. O uso de anticoncepcionais não é um método totalmente seguro para a saúde do animal.


Cio seco":

Algumas cadelas não apresentam sangramento durante o cio. Nessas fêmeas, é muito mais difícil identificar o momento certo para o acasalamento. Para quem tem um casal de cães e não tem muita experiência, isso é um problema pois os acasalamentos indesejáveis poderão acontecer. Algumas pessoas, por não perceberem sangramento na fêmea, acham que seus animais nunca tiveram cio. Cadelas mais velhas podem apresentar cio seco.

As fêmeas têm cio até o final da vida. Não existe a "menopausa" em cadelas.

( fonte: Silvia Parisi - Médica veterinária)

Método para detectar o cio


A citologia vaginal é um exame que tem como principal finalidade a detecção da fase do ciclo estral (cio) em que a cadela se encontra.

Dependendo do resultado encontrado, podemos descartar ou determinar a data provável para que a cópula (acasalamento) se realize, evitando-se assim:

viagens desnecessárias quando os animais envolvidos são de locais distantes;

brigas entre os mesmos, pois quando a cadela ainda não se encontra no momento correto para a cobertura (estro), não aceita o macho

Através da citologia, podemos também detectar:
enfermidades: tais como, ciclos reprodutivos anormais, infertilidade, piometra, vaginite e neoplasia;

a presença de espermatozoides no esfregaço (lâmina contendo material retirado da vagina), confirmando uma cópula recente.

O procedimento para a coleta do material é simples e não requer a tranquilização ou anestesia do animal, a menos que a fêmea seja indócil ou muito agitada. Deitamos o animal sobre a mesa e introduzimos um swab (espécie de cotonete esterilizado) na região da vagina. Estaremos, assim, coletando células que serão analisadas e classificadas. De acordo com o tipo de células e quantidades de cada tipo, podemos determinar a fase do ciclo estral em que a fêmea se encontra. É um método rápido e indolor para o animal e muito útil também para auxiliar no tratamento de animais com problemas reprodutivos.


Fases do ciclo estral (cio)

O cio compreende quatro estágios :

Proestro - quando se manifesta edema (inchaço) vulvar e descarga vaginal hemorrágica (sangramento), com duração de aproximadamente 9 dias; nesta fase a cadela pode apresentar alterações comportamentais.
Estro - neste período a fêmea se torna receptiva e fértil, permitindo que o macho faça a monta. Na presença do macho, a fêmea expõe sua genitália, colocando a cauda de lado; esta fase do ciclo pode ter uma duração média também de 9 dias;
Diestro - significa o fim do cio, quando a cadela não aceita mais o macho, permanecendo neste estágio por mais ou menos 2 a 3 meses.
Anestro - com duração média de 4 meses, quando a cadela não apresenta praticamente nenhuma alteração de comportamento, fruto da atividade dos hormônios sexuais.
proestro (9 dias) -> estro (9 dias) -> diestro (2 a 3 meses) -> anestro (4 meses)
Determinando-se através da citologia vaginal a fase do ciclo em que a cadela se encontra, podemos determinar o momento certo para o acasalamento ou inseminação artificial, além de determinarmos possíveis causas de infertilidade. A citologia vaginal é um procedimento executado por veterinário especialista na área de reprodução.

( Fonte: André L. Maldonato – médico veterinário)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O cão faz bem ao dono

Não faltam demonstrações do bem-estar que a convivência com pelo menos um cão faz ao ser humano – bem-estar não só emocional, mas também físico. Há poucas coisas melhores que chegar em casa e ser recepcionado por latidos de reconhecimento (é ótimo como cães “escutam” a presença do dono mesmo estando ele ainda do outro lado da rua), um rabo abanando, um cheiro na perna ou um pulo daqueles que fazem a glória de Dino, o cão-dinossauro dos Flintstones.
Tem ainda a atenção que ele presta quando lhe contamos nossos problemas ou prazeres – todos conhecemos alguma história de amigo que nos ajudou muito a resolver algum percalço só de ouvir atentamente quando lho contamos, e o cão é ideal para esse papel. Sem falar no bem que ele fez para a auto-estima e senso de responsabilidade de seus donos (pense em como é melhor e mais positivo passar horas interagindo com o peludo que, por exemplo, assistindo a filmes bobocas ou fuxicando ao telefone). Além disso, a mera presença de um ser vivo e eterno crianção, sempre pronto a, conforme as circunstâncias, ouvir, brincar ou passear, basta para diminuir boa parte da tensão emocional e até reduzir estresse e complicações devidas a problemas cardíacos.
Também não faltam provas cabais de tudo isso. Por exemplo, uma pesquisa científica feita na Suécia em 1991 e 1996 com exatamente 1649 crianças a partir de sete anos concluiu que as felizardas donas de animais de estimação desde o primeiro ano de vida estavam menos sujeitas a asma e rinite alérgica. Outro estudo similar feito nos EUA com 1246 crianças acompanhadas do nascimento aos 13 anos de idade concluiu em 2001 que “crianças morando em lares com um ou mais cães dentro de casa [ou seja, não simplesmente largados em quartinho ou quintal, mas realmente convivendo com os donos] desde o nascimento tiveram menos probabilidades de desenvolver respiração ofegante crônica do que as que não tinham cães dentro de casa” e “a exposição a cães na primeira infância pode prevenir o desenvolvimento de sintomas de asma, pelo menos em crianças de baixo risco sem histórico de asma na família”.
Outro estudo estadunidense, publicado em 1995, concluiu que “a posse de animais de estimação proporciona uma oportunidade de melhorar a saúde. Um bicho pode se tornar estímulo para fazer exercícios físicos, reduzir a ansiedade e proporcionar um foco externo de atenção. Animais de estimação são também uma fonte de contato e conforto físico e podem reduzir a solidão e a depressão, além de proporcionar um estilo de vida interessante. Embora as provas disponíveis estejam longe de ser consistentes, pode-se concluir que, em alguns casos, relacionamentos de longo prazo com animais podem moderar variáveis fisiológicas primárias, particularmente pressão sanguínea.” Agora veja o que é ainda mais interessante nesta pesquisa: “Os resultados se mostraram mais coerentes em estudos onde animais foram adotados pelos donos como parte do procedimento.” Resumindo numa só frase: adotar é tudo de bom... e mais um pouco.
Obviamente, aqui no Brasil também temos mais demonstração dos benefícios que os cães nos proporcionam. Que o diga a jornalista e musicista Rosa Freitag, que mora em São Paulo com a filha (Melanie, doze anos), o marido (Mário Faria, músico e advogado), uma gatinha vira-lata apanhada na rua há dois anos e uma bela dupla de Golden Retrievers, Jackie e seu filho Johnny. “Mário sempre chega em casa do trabalho e fica feliz com a recepção sempre animada dos dois”, conta Rosa. “Aliás, é só ficar dez minutos longe que eles recebem como se a pessoa estivesse desaparecida há dez anos...” Rosa lembra ainda dois outros grandes benefícios trazidos pela dupla: “Minha filha dorme tranquila sabendo que os dois cães estão montando guarda, e eu mesma tenho muita segurança graças à presença deles. E Melanie sempre se preocupa com a saúde deles... Se observa uma coceira ou tossida, fica preocupada como a mãe de uma criança.”
Isso mesmo: cães, além de sempre prontos a devolver o carinho e atenção que lhes damos, ajudam a desenvolver em seus donos mais jovens o já mencionado senso de responsabilidade – assunto de outro texto desta série!
( fonte: Yahoo)

Mitos e verdades sobre a castração

"A castração deixa o animal gordo"
Falso. A castração pode causar aumento do apetite, mas se a ingestão de alimento for controlada e o dono não ceder às vontades do animal, o peso poderá ser mantido. Observa-se que animais castrados quando jovens, antes de completar 1 ano de vida, apresentam menos sinais de aumento de apetite e menor tendência a se tornarem obesos. A obesidade pós castração é causada, na maioria das vezes, pelo dono e não pela cirurgia.
"A castração deixa o animal bobo"
Falso. O animal ficará letárgico após a castração apenas se adquirir muito peso. Gordo, ele se cansará facilmente e não terá a mesma disposição. A letargia é consequência da obesidade e não da castração em si. Os animais na fase adulta vão, gradativamente, diminuindo a atividade. Muitos associam erroneamente esse fato à castração.

"A castração mutila o animal, é uma cirurgia cruel!"
Falso. A cirurgia de castração é simples e rápida e o pós-operatório bastante tranquilo, principalmente em animais jovens. É utilizada anestesia geral e o animal já estará ativo 24 horas após a cirurgia. Não há nenhuma consequência maléfica para o animal que continuará a ter vida normal.

"A castração evita câncer na fêmea"
Verdadeiro. As fêmeas castradas antes de 1 ano de idade, têm chance bastante reduzida de desenvolver câncer de mama na fase adulta, se comparado às fêmeas não castradas. A possibilidade de câncer de mama é praticamente zero quando a castração ocorre antes do primeiro cio. A retirada do útero anula a chance de problemas uterinos bastante comuns em cadelas após os 6 anos de idade, cujo tratamento é cirúrgico, com a remoção do órgão.

"O macho castrado não tem interesse pela fêmea"
Falso. Muitos machos castrados continuam a ter interesse por fêmeas, embora ele seja menor comparado a um animal não castrado. Se o macho é castrado e há uma fêmea no cio na casa, ele pode chegar a cruzar com ela normalmente, sem que haja fecundação.

"Castrando os machos eles deixam de fazer xixi pela casa"
Verdadeiro. Uma característica dos machos é demarcar o território com a urina. Se o macho, cão ou gato, for castrado antes de um ano de idade, ele não demarcará território na fase adulta. A castração é indicada também para animais adultos que demarcam território urinando pela casa. Nesse último caso, pode acontecer de animais continuarem a demarcar território mesmo após a castração, pois já adquiriram o hábito de urinar em todos os lugares.

"Deve-se castrar a fêmea após ela ter dado cria"
Falso. Ao contrário do que alguns pensam, a cadela não fica "frustrada" ou "triste" por não ter tido filhotes. Essa é uma característica humana que não se aplica aos animais. Se considerarmos a prevenção de câncer em glândulas mamárias, ela será 100% eficaz, segundo estudos, se feita antes do primeiro cio. O ideal é castrar o quanto antes.

Para que castrar os machos?
1. Evitar fugas.
2. Evitar o constrangimento de cães "agarrando" em pernas ou braços de visitas.
3. Evitar demarcação do território (xixi fora do lugar).
4. Evitar agressividade motivada por excitação sexual constante.
5. Evitar tumores testiculares.
6. Controle populacional, evitando o aumento do número de animais de rua.
7. Evitar a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxofemural, catarata juvenil, etc.. (em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças transmissíveis aos descendentes).

Se levarmos em conta quantas vezes um animal macho terá oportunidade de acasalar durante toda a sua vida reprodutiva, seria mais conveniente diminuir sua atração sexual pelas fêmeas através da castração. O animal "inteiro" excita-se constantemente a cada odor de fêmea no cio, sem que o acasalamento ocorra, ficando irritado e bastante agitado, motivando a fuga de muitos. O dono precisa vencer o preconceito, algo que é inerente aos humanos apenas, e pensar na castração como um benefício para seu animal.
Para que castrar as fêmeas?
1. Evitar acasalamentos indesejáveis, principalmente quando se tem um casal de animais de estimação.
2. Evitar câncer em glândulas mamárias na fase adulta.
3. Evitar piometra (grave infecção uterina) em fêmeas adultas.
4. Evitar episódios frequentes de "gravidez psicológica" e suas consequências como infecção das tetas.
5. Evitar cios.
6. Controle populacional, evitando o aumento do número de animais de rua.
7. Evitar a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxofemural, catarata juvenil, etc.. (em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças transmissíveis aos descendentes).

É errado o conceito de que a castração só deve ser feita em cadelas de rua. Se o proprietário não tem intenção de acasalar sua fêmea, seja ela de raça ou não, é desnecessário enfrentar cios a cada 6 meses, riscos de gravidez indesejável e, principalmente, de doenças como câncer de mama e piometra. A castração garante uma vida adulta bastante saudável para as fêmeas e bem mais tranquila para os donos.

(fonte Silvia C. Parisi - médica veterinária)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

As coisas mais perigosas para a saúde dos cães

 As coisas mais perigosas para a saúde dos cães



Todos os anos, muitos cães morrem devido a ingestão de coisas, como comida com substâncias tóxicas para eles, gases, etc. O que é perfeitamente normal para nós pode ser tóxico para eles. Aqui vão dez coisas que os cães não devem ingerir.

Chocolate – “O que não mata, engorda”. Infelizmente este provérbio não funciona no caso dos cães. Existe uma substância no chocolate chamada teobromina que é tóxica para os cães. Não mata no momento, mas irá proporcionar alguns efeitos no seu animal como diarreia, vomitos, vontade de urinar constantemente, etc. Se o seu animal comer chocolate várias vezes, ou se comer muito, então ele pode ficar com tonturas, e aumento do batimento cardiaco (o que pode originar um enfarte ou ataque de coração). Se desconfiar que o seu cão comeu chocolate, vá ver o seu veterinário imediatamente, para que este possa limpar o estômago do seu cão.
Pilhas – A ingestão de pilhas é fatal para o seu cão. Tenha ainda mais cuidado com pilhas de relógio, já que são mais faceis de ingolir. Se o seu animal ingerir uma, pode ser fatal dentro de doze horas... tudo depende da resistência dele. Os sintômas são: babar-se constantemente (se não for normal), falta de apetite ou / e vómitos, entre outros. Se for o caso do seu cão, então vá ter com o seu veterinário sem tempo a perder.

Naftalina – Mata traças como também mata animais, se ingerido. O insecticida contido na naftalina também é fatal para os cães. Os sintômas consistem em tonturas e vómitos. Se o seu animal ingerir uma bola de naftalina, não o faça vomitar que ainda é pior. Em vez disso, leve-o ao veterinário imediatamente. 

Elixir Oral – Faz bem a nós, mas não a eles. Os elixirs orais contêem ácido bórico, que é tóxico para os cães. Se o seu animal ingerir elixir oral, ou qualquer outro produto que contenha ácido bórico, o animal poderá babar-se contantemente, vomitar, ter tonturas e / ou até mesmo entrar em coma. Se desconfiar que o seu animal ingeriu tal quimico, então vá com urgência ao veterinário.

Sementes e caroços de fruta – A maior parte das sementes e caroços de fruta são tóxicos para os cães. Os sintômas para tal intoxicação incluem vómitos e estar constantemente a babar-se. Se o seu cão ingeriu uma semente que seja, vá depressa ao seu veterinário, para que este possa examiná-lo.

Plantas caseiras – Existem várias plantas que são tóxicas para o seu cão se ingeridas. Consulte o seu veterinário para saber que plantas não deve ter em casa. Os sintômas incluem vómitos e aumento de sensibilidade do sistema nervoso. Muitas plantas são fatais, enquanto outras poderão apenas deixar o seu companheiro muito mal. Se o seu cão ingerir alguma planta, então vá imediatamente ao seu veterinário se acha que ele ingeriu alguma planta que lhe esteja a fazer mal.

Anticongelante – Existem imensos animais que morrem todos os anos devido a anticongelantes. Os anticongelantes contêm uma substância chamada etileno glicol, que é extremamente tóxica para os cães. Os sintômas incluem vómitos, tonturas e o animal não aguentar-se em pé. Mantenha o anticongelante fora do alcance dos seus cães. Se o seu animal ingerir anticongelante, então leve-o rápidamente ao seu veterinário.

Detergentes – Os detergentes são mais tóxicos para os animais do que para nós. Os sintômas incluem vómitos, babar-se constantemente, queimaduras na boca (no caso de bastantes detergentes erosivos à pele) e fraqueza muscular. Por vezes até pode induzir a coma. Não o faça vomitar que é pior. Em vez disso, vá imediatamente ao seu veterinário, se desconfiar que o seu animal ingeriu qualquer tipo de detergente.

Descorante – É obvio que os descorantes são tóxicos para qualquer animal. Se o seu animal ingeriu descorante, os sintômas normalmente são: vómitos, babar-se constantemente e dores musculares. Não o faça vomitar que é pior. Veja imediatamente o seu veterinário no caso do seu animal ingerir algum descorante.
(fonte: Portal dos cães)

Cinomose


Enfermidade infecto contagiosa, que afeta só os cães entre os animais domésticos e os canídeos silvestres.
Causada por um vírus que sobrevive por muito tempo em ambiente seco e frio, e menos de um mês em local quente e úmido; muito sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns.
Não escolhe sexo ou raça, nem a época do ano. Ocorre mais em jovens, mas animais idosos também podem se contaminar se não vacinados.
Se infectam (contaminam) por contato direto ou pelas vias respiratórias, pelo ar contaminado.
A  transmissão direta é por secreções do nariz e boca de animais infectados (espirros e gotículas que saem do nariz quando se respira) é a principal fonte de infecção. O animal doente espirra e contamina o ambiente e os animais que estejam perto. Inclusive, se tiver um ser humano por perto, o vírus pode ser carregado por ele até um animal sadio.
O animal pode se contaminar pela via respiratória ou por via digestiva, por contato direto ou fômites ( pode ser um objeto ou um ser humano, por exemplo, que carregam o vírus na roupa, nos sapatos) , água e alimentos contaminados por secreções de cães doentes.
Após o animal ser infectado, ocorre o período de incubação do vírus (digamos que seja o período que ocorre entre o vírus entrar no corpo e o corpo começar a manifestar os sintomas da doença) por 3 a 6 dias , ou até 15 dias, e depois disso a temperatura pode chegar a 41ºC, haver perda de apetite, corrimento ocular e nasal . Este estado dura mais ou menos 1 a 2 dias.
Depois se segue um período de 2 a 3 dias, as vezes meses, em que parece que tudo volta ao normal.
Depois disso podem aparecer os sinais e sintomas típicos da cinomose, dependendo da resposta imunitária do animal.
Pode haver sintomas digestivos (diarréia e vômito), respiratórios (corrimento nasal e ocular) ou nervosos ( tiques nervosos, convulsões, paralisias, etc) ou haver associação deles.
O animal pode morrer tendo desenvolvido só uma das fases da doença ou sobreviver desenvolvendo todas, podem desenvolver cada tipo de sintoma aos poucos ou todos juntos.
Normalmente os primeiros sintomas da 2º fase são febre , falta de apetite, vômitos, diarréia, dificuldade para respirar.
Depois conjuntivite com secreção , corrimento nasal, com crostas no focinho, e pneumonia.
Pode se seguir por 1 a 2 semanas e daí aparecerem os sintomas nervosos: tiques nervosos, depois sintomas de lesões no cérebro e medula espinhal.
Em alguns, por inflamação no cérebro, os animais ficam agressivos, não conseguem as vezes reconhecer seu dono.
Em outros ocorre paralisia dos músculos da face em que o animal não consegue abrir a boca nem para tomar água, apatia profunda.
Por lesões no cérebro e na medula espinhal, andar cambaleante, paralisia no quarto posterior (‘descadeirado’). Dificilmente os sintomas são estacionários (vão piorando sempre, de maneira lenta ou rápida).
É de difícil tratamento, dependendo quase exclusivamente do cão, e de sua capacidade de ter uma resposta imunológica suficiente, sua sobrevivência ou não.
Digo 'quase exclusivamente' porque o veterinário pode ajudar eliminando coisas que podem atrapalhar sua “guerra” com a doença, como as infecções que ele pode ter por fraqueza (queda de resistência), aconselhar uma alimentação correta, receitar medicamentos que ajudem a combater as inflamações no cérebro, receitar uma medicação que tente aumentar sua resistência, etc.
Sua evolução é imprevisível, ou seja, quando o cão adoece, não há como saber se ele vai se salvar ou não, ou se sua morte vai ser rápida ou lenta.
A melhor solução ainda é a prevenção, ou seja, vacinar corretamente.
Obs: Na enorme maioria dos casos não se aconselha a vacinar um animal suspeito de ter a doença. A vacina, nestes casos, pode "sabotar" o combate do animal à doença, já que também sobrecarrega o sistema imune em um primeiro momento. 

Maria Thereza Amaral – veterinária homeopata

domingo, 15 de maio de 2011

Toxoplasmose

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